Consciência e atenção
A consciência é a única coisa que existe.
A atenção é a única forma de interação.
Por exemplo, um copo de chá. O chá tem sabor, cor, forma. Podemos retirar do chá as partes componentes do sabor, e então isso é um copo de água colorida. Podemos retirar tudo o que tem cor, e então isso é um copo de água transparente. Podemos retirar o copo, e então a água não tem forma.
Dividamos a água em gotas, as gotas em moléculas e as moléculas em partes ainda menores. Assim, pode-se dividir até às partículas elementares que a ciência conhece hoje.
A ciência também sabe que existem partículas sem massa, e também partículas sem carga. Quero introduzir o conceito de uma partícula que não tem espaço. A suposição da existência de tais partículas é inteiramente lógica.
Se não há espaço, então restam conceitos abstratos, por exemplo, ideias.
As ideias também podem ser divididas em partes componentes, tais como conceitos. Os conceitos também podem ser divididos em partículas elementares. Assim, tudo pode ser dividido até à menor partícula elementar, que eu considero ser a consciência.
Se existe apenas a consciência, e não há espaço, não há magnetismo, não há gravidade nem qualquer outra forma de interação, então a única forma de interação que resta é a atenção.
Assim, chego à conclusão de que existe apenas a consciência. E a única forma de interação é a atenção.
Considero que a infinitude, ao limitar-se, forma partículas elementares de consciência. Contudo, não se pode dizer que a infinitude existe, mas a infinitude cria a existência. Por isso, quando escrevo que existe apenas a consciência, quero dizer que tudo o que se pode ver, ouvir, compreender, sentir e assim por diante, de qualquer forma, na sua base é consciência.