Infinitude

Acredito numa só infinitude absoluta. Na matemática existem os conceitos de infinitude positiva e negativa, ou infinitudes de subconjuntos, ou outros tipos de infinitudes. Contudo, se existe infinitude positiva e infinitude negativa, isso significa que algures existe um limite entre essas infinitudes, o que já não corresponde ao conceito de infinitude, porque a infinitude não tem limites e contém em si tudo: a infinitude positiva, a infinitude negativa e qualquer outra infinitude.

A infinitude é também uma direção. Tudo o que é limitado pode mover-se na direção da infinitude ou da limitação. Podemos aprender. Quanto aprender? Como medir a aprendizagem? Podemos ir muito depressa. Quão depressa? Onde está o limite da velocidade? Poder-se-ia dizer que o limite da aprendizagem são as capacidades do cérebro, mas ninguém conhece esse limite. Poder-se-ia dizer que o limite da velocidade é a velocidade da luz, mas existem trabalhos científicos que descrevem a ultrapassagem da velocidade da luz por meio da curvatura do espaço, e eu afirmo que é possível aparecer instantaneamente onde é preciso, mudando o parâmetro do espaço. Então onde está o limite? Eu digo que o limite é a infinitude.

A infinitude é também uma forma de medição. Temos medidas como grama, metro, segundo. Temos uma escala de medição. De e até. Em aparelhos domésticos ou de medição. Mas se algo ultrapassa muito os limites da medição, pode-se dizer que o valor vai para a infinitude. Na verdade, fazemos isso com muita frequência, até sem pensar. Já ouviste pessoas, maravilhadas com alguma coisa, dizerem: «divino», «nível de Deus», «Deus da matemática», «dança como Deus» e assim por diante? Sem o perceber, ou intencionalmente, por causa do meio cultural ou por outras razões, equiparamos Deus à infinitude, tal como eu o percebo.

A infinitude existe realmente? Refiro-me à verdadeira infinitude.

Façamos um simples experimento mental. Peguemos numa folha de papel e comecemos a escrever nela um algarismo. O maior algarismo. Aqui estou eu, mentalmente, a escrever o algarismo 9 (gosto mais deste algarismo para este experimento). E assim muitas vezes, até toda a folha ficar preenchida com estes algarismos. Compreendemos que ainda existe o verso da folha. Portanto, viramos a folha de papel e, no verso, também começamos a escrever esse algarismo tantas vezes quantas couberem. Agora podemos pegar noutra folha de papel e fazer o mesmo, e em muitas folhas de papel. Sim, podemos preencher centenas, milhares e milhões de folhas, até as folhas se acabarem. Então, para escrever ainda mais algarismos, reduziremos o tamanho do algarismo. Mas quanto? Vamos reduzir o tamanho do algarismo de modo que seja possível escrever um algarismo do tamanho de um átomo ou de um eletrão. E em cada eletrão e em cada átomo escreveremos o algarismo 9. E assim, mentalmente, escreveremos esse algarismo nos átomos e nos eletrões não apenas do papel, mas nos átomos e nos eletrões de qualquer coisa. Em toda a matéria do universo. Agora ainda podemos reduzir o tamanho do algarismo, mas, de qualquer modo, chegaremos ao limite do tamanho do universo. Ou seja, se considerarmos a infinitude no mundo material, ela não existe. O próprio facto de existir um limite do universo já fala da impossibilidade da infinitude no material. Nem sequer é preciso caminhar mentalmente até ao fim do universo; podemos encontrar o mesmo aqui perto. A diferença entre formas. Por exemplo, duas maçãs. Uma maçã tem uma forma limitada; ao lado está outra maçã que também tem uma forma limitada. Entre essas maçãs há espaço. A matéria no espaço não está fundida numa camada contínua de átomos; há formas, maçãs, carros, pessoas, planetas e assim por diante. E essas próprias formas já provam que a infinitude não existe. Contudo, a infinitude existe para lá do material. A infinitude, ao limitar-se, forma tudo o resto. Portanto, a infinitude existe, mas é impossível encontrá-la no mundo material.

Traduzido do ucraniano com a ajuda de LLM (IA); recomenda-se a leitura no idioma original.